Copom reduz taxa Selic para 9,75% ao ano
Após a esperada reunião desta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central preferiu dar seguimento ao processo de ajustar as condições monetárias do país como uma manobra para assegurar a economia nacional diante das quedas causadas pelas baixas na economia internacional.
Com isso, o grupo decidiu por uma redução de 0,75% na taxa básica de juros nacional, a Selic. A decisão foi tomada por cinco votos a favor e dois contra. Agora, os juros báscos ao ano estão em 9,75%.
A guerra cambial enfrentada pela autoridade monetária do Brasil indicava o caminho. A injeção de dinheiro no país, aliada ao PIB de 2011 de 2,7%, forçaram a queda que já era esperada. Mesmo assim, o valor ainda era muito especulado.
A redução da taxa que remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) beneficia o consumidor que depende de financiamentos, o empresário que pode investir e gerar empregos, bem como o trabalhador, a atividade produtiva em geral e o crescimento sustentável da economia.
Para o investidor, no entanto, o cenário com juros menores não é o melhor já que o aumento da rentabilidade, nesse caso, está diretamente associado a juros maiores. Para os banqueiros, juros mais altos também são mais interessantes porque ganham com títulos públicos na rolagem da dívida imobiliária e contratam empréstimos externos, a juros baixos, para internalizá-los e ganhar a taxa Selic, que continua a taxa nominal mais alta do mundo.
Embora a Selic sirva para balizar as taxas de juros cobradas pelo sistema financeiro nacional (SFN) e nos financiamentos do comércio em geral, os juros bancários mostram total discrepância com a decisão do Copom. De acordo com pesquisa da Fundação Procon de São Paulo, no mês passado, a taxa média dos sete maiores bancos no empréstimo pessoal era 5,87% ao mês, ou mais da metade do que a Selic cobra no ano. E a taxa média do cheque especial era 9,53% ao mês.
Com informações da Agência Brasil
Fonte:
SRZD