Brasil tem primário recorde de R$26 bi em janeiro-BC
Por Tiago Pariz e Luciana Otoni
BRASÍLIA, 29 Fev (Reuters) – O Brasil cumpriu quase 20 por cento da meta de superávit primário para este ano, de 139,8 bilhões de reais, apenas em janeiro por conta de fortes arrecadações. Com isso, foi possível chegar a um superávit nominal pela primeira vez desde setembro de 2010.
A economia feita pelo setor público para pagamento de juros ficou em 26,016 bilhões de reais em janeiro, o melhor para esse mês desde o início da série histórica em 2001, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira.
Em 12 meses até janeiro, a economia feita pelo setor público para pagamento de juros acumulou saldo positivo de 136,978 bilhões de reais, o equivalente a 3,30 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
O setor público é formado pelo governo central (governo federal, BC e INSS), governos regionais (Estados e municípios) e empresas estatais.
Graças ao forte superávit primário, o país fechou janeiro com superávit nominal de 6,355 bilhões de reais, o primeiro desde setembro de 2010, quando havia ficado positivo em 11,998 bilhões por conta de um desempenho atípico graças à capitalização da Petrobras.
Em 12 meses, o déficit nominal representou 2,41 por cento do PIB em janeiro passado, ou 100,076 bilhões de reais. O BC estima que o déficit nominal em 2012 ficará em 1,2 por cento do PIB.
"O resultado foi influenciado por uma boa arrecadação que repercute na atividade econômica, crescendo as vendas, o emprego, a massa de salarial e também por um comedimento no lado das despesas que temos observado desde 2011", afirmou o chefe do departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.
A apropriação de juros no mês passado ficou em 19,661 bilhões de reais no mês passado sendo que, em 12 meses, a chegou a 237,054 bilhões de reais, ou 5,71 por cento do PIB.
O setor público é formado pelo governo central (governo federal, BC e INSS), governos regionais (Estados e municípios) e empresas estatais.
No ano passado, o governo central teve de cobrir o rombo de 1 bilhão de reais deixado pelas governos regionais e suas estatais, que não conseguiram cumprir a projeção de economizar 36,1 bilhão de reais, segundo estimado no começo do ano passado.
Fonte:
Reuters
(Reportagem de Tiago Pariz, Alonso Soto e Hugo Bachega)