Learn as if you will live forever, live like you will die tomorrow.

   +1 555 87 89 56   80 Harrison Lane, FL 32547

Balança comercial em 2012 pode ser a pior dos últimos 11 anos

A Associação dos Exportadores Brasileiros (AEB) revisou nesta terça-feira (17) suas projeções para a nossa balança comercial em 2012. Pelas contas da entidade, se tudo ficar como está hoje, o superávit do comércio exterior brasileiro pode fechar o ano com um tombo de 76% na comparação com o ano passado. Se confirmado, será o pior resultado desde 2001, quando tivemos superávit de apenas US$ 2,6 bilhões.

Em 2011, o saldo entre tudo que compramos do exterior e tudo que vendemos foi de quase US$ 30 bilhões. Neste ano, pelas contas da AEB, deve ficar pouco acima de US$ 8 bilhões. O governo ainda espera um superávit de mais de US$ 15 bilhões.

“Nossos dados são realistas, não pessimistas. Nós fizemos as contas na ponta do lápis. No cenário de hoje, se a China piorar, esse número piora. Se o mundo melhorar, a gente melhora. Nós ficamos ao sabor do mercado internacional”, diz o economista José Augusto de Castro, presidente da AEB.

Pela “ponta do lápis” da AEB, as exportações devem somar US$ 237 bilhões, com queda de 7,4% em relação a 2011; e as importações US$ 229 bilhões, com aumento de 1,2%.

“Não há nada nesse momento que possa compensar isso. Nós não temos como influenciar o mercado internacional. O governo pode adotar mais medidas protecionistas para criar obstáculos às importações. Mas não queremos fazer como a Argentina, que aumentou tarifa para mais de 200 produtos importados pelo país”, diz Castro.

A balança comercial brasileira é desequilibrada quando comparamos a quantidade de produtos manufaturados e de commodities que vendemos para exterior. Ainda que tivéssemos mais máquinas do que minério de ferro nas embarcações, por exemplo, seria difícil compensar o resultado final, porque perderíamos em preço, mesmo com o dólar mais caro, como está agora.

“O câmbio só ajuda quando nossos preços conseguem competir com os preços internacionais, o que não é o caso agora. Para as commodities, o dólar mais alto tem efeito quase nulo, já que o preço da maioria dos produtos que vendemos está em queda. O do minério de ferro, por exemplo, já caiu uma média de 25% este ano. O que vem sustentando a balança são os alimentos que não perderam em  quantidade nas vendas. Se isso começar a acontecer, o preço cai ainda mais ”, explica o presidente da AEB.

As esperanças de uma recuperação mais consistente da nossa economia estão voltadas para 2013. Enquanto as expectativas para o PIB de 2012 já estão abaixo de 2%, para o ano que vem, elas mantêm- se em 4%. Mas ainda é cedo para saber se isso vai acontecer e se será possível melhorar o resultado do comércio exterior do Brasil.

“Qualquer número que eu diga será mero exercício de futurologia, não há condição de assegurar que teremos superávit em 2013”, alerta o executivo.

 

Fonte:
G1