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As famílias brasileiras estão mais otimistas com a economia e consumo

No mês de janeiro, 77% do conjunto das famílias brasileiras indicaram estar melhor financeiramente do que há um ano. Por outro lado, apenas 17,6% sentem-se em pior situação atualmente que em relação a um ano atrás . Os dados são da sexta edição do Índice de Expectativa das Famílias (IEF), divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), nesta terça-feira (1º).
De acordo com a percepção das famílias, quase 75% acreditam estar pouco endividadas ou não possuem dívidas, e patamares superiores a 92% dizem que não possuem a intenção de contrair financiamentos ou empréstimos nos próximos meses. Entre aqueles com contas atrasadas, cerca de 32% acreditam que não conseguirão saldar seus compromissos. 
Esse cenário, permanece ligado às perspectivas do mercado de trabalho, com expectativa positiva pela manutenção  da ocupação por parte do responsável pelo domicílio e dos outros membros que trabalham. Além disso, mais de um terço da população espera obter melhorias no trabalho em seis meses. O aumento do otimismo ocorreu em  todas as regiões. 
A região Centro-Oeste voltou a apresentar maior pontuação otimista das famílias em janeiro (76,6), enquanto a região Sul permanece logo em seguida, alcançando 70,1 pontos. Enquanto isso, a região Sudeste manteve o otimismo em ascensão, atingindo 66,1 pontos. 
As regiões Norte e Nordeste se recuperaram das quedas no otimismo registradas no mês anterior e se reaproximaram da média nacional. O Nordeste subiu de 61,8 para 65,1 pontos, e o Norte de 60,5 para 64,8. Para o mês de janeiro, a expectativa das famílias no que diz respeito à situação econômica do País no curto prazo aponta que 64% delas acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses, valor 3,6 pontos percentuais maior que o registrado no mês anterior.  
Além disso, 61% das famílias creem no mesmo para os próximos cinco anos. A proporção de famílias que acreditam que o País atravessará piores momentos é de 17,5% e 12,4%, para o curto e médio prazos, respectivamente.  O maior grau de confiança na melhora econômica do País ocorreu em janeiro entre aquelas famílias com rendimento entre 4 e 5 salários mínimos (SM), bem como para aqueles com ensino superior incompleto.
Cerca de 83,7% das famílias brasileiras creem que estarão em melhores condições financeiras daqui a um ano, enquanto somente 6,9% projetam expectativa de estar pior. O otimismo é menos pronunciado quando se consideram as expectativas médias do conjunto das famílias brasileiras pesquisadas em relação ao consumo. Ao todo, 58,2% das famílias pensam que o presente é o momento ideal para a aquisição de bens de consumo duráveis, contra 36% que acreditam que o atual momento não seja propício para isso.  
Das famílias brasileiras, 50,6% declararam não ter dívidas, proporção um pouco maior que no mês passado, ao passo que, em comparação ao rendimento  familiar mensal, pouco mais de 8% das famílias responderam estar muito endividadas. 
Houve uma maior proporção de famílias sem dívidas no Centro-Oeste (75,8%), seguido pelo Sudeste (62,3%). Enquanto isso, na região Norte, apenas 26,3% das famílias declararam não possuir dívidas (contra 28,7% que estão pouco endividadas, e 36,3% mais ou menos endividadas).
A percepção do grau de endividamento das famílias se relaciona com o peso que a dívida ocupa no orçamento familiar. A dívida média entre aqueles que declararam estar endividados sofreu uma queda em relação a agosto, mas subiu em comparação a dezembro de 2010, atingindo R$5.216,30 em janeiro.
A proporção dos endividados cuja dívida  representa até a metade do rendimento domiciliar mensal caiu um pouco em janeiro para 18,6%. A proporção daqueles cujas dívidas representam mais de 5 vezes o orçamento familiar também subiu de 15,3% para 18,1%.    
A pesquisa revela também que, em janeiro, aproximadamente 15% das famílias entrevistadas disseram ter alguma conta atrasada. Cerca de 66% dessas famílias creem que conseguirão quitar essas contas total 
ou parcialmente no próximo mês. Quando se considera o País, 79,6% dos responsáveis pelos domicílios se 
sentiam seguros em sua ocupação atual.
Fonte:
Eshoje