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Operações de crédito atingem 32,8% do PIB em agosto

Participação na geração de riquezas cresceu três pontos percentuais nos últimos 12 meses

EXAME As operações de crédito do sistema financeiro atingiram, em agosto, 674,3 bilhões de reais. O valor representa 32,8% do Produto Interno Bruto (PIB), o que indica uma expansão de três pontos percentuais sobre o mesmo mês do ano passado, quando a fatia do crédito correspondeu a 29,8% do PIB. De acordo com o Banco Central (BC), a expansão decorreu sobretudo do crescimento contínuo dos empréstimos a pessoas físicas com recursos livres.

As operações com recursos direcionados – aquelas em que os bancos são obrigados a emprestar um determinado percentual de seu capital a alguns setores, como habitação e crédito rural – somaram 214,8 bilhões de reais em agosto. O valor equivale a um aumento de 0,2% ante julho e de 14,7% sobre agosto do ano passado.

Já as operações com recursos livres representaram a maior parcela das operações – 68,1% do total – e totalizaram 459,5 bilhões de reais. A cifra corresponde a uma alta de 1,1% sobre julho e de 24% nos últimos 12 meses. O principal indutor do crescimento foi a expansão do crédito a pessoas físicas, que somou 223,2 bilhões de reais. Já as operações contratadas com pessoas físicas recuaram 0,1% no mês, devido principalmente à queda dos financiamentos lastreados em moeda estrangeira.

A taxa média de juros prosseguiu a trajetória de queda iniciada em março deste ano. Em agosto, a taxa referencial ficou em 41,8% ao ano, o que representou um recuo de 0,4 ponto percentual ante julho. O custo médio dos financiamentos para pessoas físicas recuou 0,4 ponto percentual também, para 53,9%. De acordo com o BC, trata-se do menor valor da série histórica. A taxa média para as pessoas jurídicas ficou em 27,9%, também com queda de 0,4 ponto sobre julho. É a menor taxa desde outubro de 2002.

A inadimplência, considerando atrasos superiores a 90 dias, apresentou alta de 0,2 ponto percentual e fechou agosto em 5%. A inadimplência das pessoas físicas ficou em 7,6%, e a das pessoas jurídicas, em 2,5%.

Fonte:
Portal Exame