O dólar resistente
O governo acaba de impor tributação de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro que ingressar no Brasil para aplicação em títulos de renda fixa ou em compra de ações na bolsa de valores.
A justificativa é uma só: diminuir o ingresso de capital externo e, com isso, tentar evitar que o preço do dólar (a taxa de câmbio) caia ainda mais. Sempre que a taxa de câmbio cai, a moeda nacional se valoriza em termos de poder de troca, criando consequências positivas e negativas.
O melhor efeito do dólar a preço baixo é o barateamento de bens e serviços importados, o que ajuda a conter a inflação e a manter o poder de compra dos salários.
Tomando como único exemplo o caso do trigo importado, quanto menor for a taxa de câmbio, mais baixos serão os preços das importações, possibilitando a manutenção de baixos preços dos derivados de trigo, produtos esses que entram na cesta de consumo de todas as faixas da população.
Fonte:
Gazeta do Povo