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Meirelles: crescimento do País pode chegar a 4,4% em 2007

BASILÉIA – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avaliou em reunião do Banco de Compensações Internacionais (BIS) que há um quadro favorável para a economia brasileira. Em sua exposição no evento, que ocorre a cada três meses com os presidentes de bancos centrais em Basiléia, na Suíça, Meirelles mostrou dados significativos. “A economia cresceu 4,1% como média nos anos de 2004, 2005 e 2006 e já conta com previsões, como a do FMI (Fundo Monetário Internacional), por exemplo, de crescer 4,4% este ano”, disse.

O crescimento da massa salarial, de 8,4% em relação a março do ano passado, foi outro dado levantado por Meirelles. “Há aumento de investimento por parte das empresas, o que indica aumento da capacidade produtiva, com inflação controlada e uma situação fiscal estabilizada”, explicou.

Quanto à economia internacional, o grupo considerou que não ocorreram mudanças substanciais nos últimos 60 dias. De acordo com ele, os chefes dos bancos centrais apostam na perspectiva de crescimento da economia mundial este ano. “A economia americana desacelerou, mas as outras economias do mundo aceleraram um pouco. É um momento interessante”, explica.

Compulsório dos bancos
A possibilidade de que o Banco Central reduza o compulsório dos bancos não foi comentada por Meirelles. “Existe uma norma nossa de que o BC não comenta a política monetária e nem a taxa de câmbio”, disse. “Também não comentamos decisões futuras.”

O compulsório trata-se de um instrumento de Política Monetária usado pelo BC para regular a oferta da moeda e do crédito. Ele incide sobre o volume dos depósitos à vista, depósitos judiciais, poupança e sobre os adiantamentos de operações de câmbio

De acordo com Meirelles, o BC aproveita as oportunidades de liquidez dos mercados para adquirir e constituir reservas. “E nós achamos que o efeito disso tem sido positivo. Tem custos, mas o resultado geral é positivo”, explicou.

De acordo com ele, o Banco se reserva o direito de, em alguns momentos não anunciados e não explicados, poder fazer intervenções para solucionar problemas de liquidez nos mercados ou mesmo de distorções na geração de preços. “Isso já é uma política anunciada há muito tempo, só que não comentamos movimentos específicos”, disse.

Fonte:
Estadão.com.br
Lourdes Sola