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FMI alerta que subida dos preços dos alimentos pode continuar

O FMI acredita que os consumidores deverão habituar-se a pagar mais pela comida, depois dos preços terem subido para um novo recorde. O organismo liderado por Strauss-Kahn justifica que os produtores deverão demorar alguns anos a aumentar a produção de forma a satisfazer a procura e, dessa forma, fazer recuar os custos.

Ontem, foi revelado que o custo dos bens alimentares voltou a aumentar em Fevereiro, superando o recorde registado no mês anterior. O índice de 55 “commodities” da Food And Agriculture Organization (FAO) subiu para 236 pontos, face aos 230,7 de Janeiro. Este indicador subiu pelo oitavo mês consecutivo.

A puxar pelo preço dos bens alimentares estiveram sobretudo os cereais, que em Fevereiro aumentaram 3,68%. Também os lacticínios subiram, com um aumento de 3,97%, enquanto a carne aumentou 2%.

A explicar este aumento estão a recuperação da procura por parte dos países em desenvolvimento e também os fenómenos meteorológicos que afectaram as colheitas.

“Ao longo do tempo, pode ser esperado um crescimento da oferta para responder aos preços elevados, como aconteceu nas décadas anteriores, aclamando a pressão nos mercados alimentares, mas isto vai demorar tempo contado em anos, em vez de meses”, refere o acordo publicado ontem e citado pela agência Bloomberg.

Também Luke Mathews, estratega de matérias-primas no Commonwealth Bank of Australia, afirmou à Bloomberg que “há um risco de que a actual subida dos preços possa persistir por mais tempo do que a experiência de 2007-2008”.

Fonte:
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