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Demanda fraca reduz expectativa de investimentos para 2006

Pesquisa da CNI mostra que indústrias investiram menos do que pretendiam no primeiro semestre. Cautela contém planos para o ano que vem

EXAME Após enfrentar um primeiro semestre frustrante, em que a desaceleração econômica e o câmbio apreciado reduziram tanto a demanda interna quanto as exportações, as indústrias estão mais cautelosas e planejam menos investimentos para ampliar sua produção em 2006.

Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a proporção de empresas que pretende expandir sua capacidade instalada caiu fortemente em relação ao ano passado, quando foram divulgadas as expectativas de investimento para 2005.

Apenas 28,9% das 1 458 empresas consultadas planejam comprar mais máquinas e equipamentos – principal indício de expansão da capacidade instalada – no próximo ano. Em outubro do ano passado, a percentagem era bem maior: 40%.

De acordo com a CNI, a incerteza sobre o crescimento da demanda, em 2006 é a principal restrição das indústrias para ampliar seu parque fabril. Metade das 204 grandes companhias consultadas apontaram este como o principal motivo para segurar os investimentos. Entre as 1 254 pequenas e médias empresas, 53% apontaram a mesma resposta.

Sinal da burocracia que dificulta o acesso ao crédito, 29% das grandes empresas e 42% das pequenas e médias afirmaram que a segunda razão da queda nos investimentos, em 2006, será a falta de recursos financeiros próprios para efetuá-los.

Semestre fraco

A pesquisa da CNI foi realizada entre 26 de setembro e 18 de outubro. A Confederação procurou saber, ainda, como se comportaram os investimentos no primeiro semestre. A resposta foi frustrante. Apenas 30% dos participantes declararam que implementaram todos os projetos previstos para o período. A situação foi mais favorável para as grandes companhias (43%), do que para as de menor porte (27,3%).

A desaceleração da economia, que atrapalhou o mercado interno, e a valorização do real, que reduziu a competitividade externa, foram os fatores que contiveram os investimentos na primeira metade do ano. Assim, quase 20% das empresas reprogramaram projetos para o segundo semestre ou para 2006, e outros 16,9% simplesmente cancelaram os planos.

Um dos setores mais atingidos foi o de couros e peles, no qual apenas 11,1% das empresas efetuaram todos os investimentos. Na indústria de processamento de madeira, 34% dos fabricantes cancelaram seus projetos. Na contramão desses segmentos, a indústria química foi a mais bem-sucedida: 47,6% das empresas investiram tudo o que planejaram. Outro destaque positivo foi a metalurgia, com 43%.

Ênfase na qualidade

Ao contrário da pesquisa anterior, em que o aumento de produção seria o foco dos projetos industriais em 2005, 2006 será um ano de fortes investimentos na melhoria da qualidade dos produtos: 44,3% das pequenas e médias e 46,1% das grandes indústrias elegeram este como principal objetivo do próximo ano, contra 41,1% e 46,2% de respostas, respectivamente, na sondagem anterior. Já o aumento de produção sofreu forte queda: 44% das pequenas e médias e 49,2% das grandes priorizarão esse tema, contra 56,7% e 61,8%, respectivamente, no ano passado.

Fonte:
Portal Exame