Learn as if you will live forever, live like you will die tomorrow.

   +1 555 87 89 56   80 Harrison Lane, FL 32547

Copom reduz a taxa básica de juros de 13,75% para 12,75% ao ano

O maior corte em cinco anos chegou com expectativa de dar fôlego à economia.

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central surpreendeu o mercado ontem e reduziu em um ponto percentual a taxa básica de juros do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Com isso, o índice baixou de 13,75% para 12,75% ao ano. Foi o maior corte desde 2003. Segundo o economista Ricardo Araújo, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a queda já é uma resposta para dar fôlego à economia girar, mas ainda falta chegar ao consumidor, para aumentar o consumo e fazer o mercado girar. “A taxa precisava cair, para dinamizar os investimentos. Mas a taxa cobrada pelos bancos ainda torna muito caro o crédito.”

Quanto a isso, uma boa notícia veio do Banco do Brasil, que anunciou a redução das taxas de juros de diversas linhas de crédito. As novas taxas passam a vigorar amanhã nas agências. No crédito direto ao consumidor, o juro do crediário vai cair de 3,19% para 2,62%. Nas operações para as empresas, a taxa máxima do BB Giro Rápido cairá de 2,50% para 2,40%. O Itaú também anunciou ontem cortes em seus juros para pessoa física e jurídica nas modalidades empréstimos pessoal parcelado e cheque especial.

Pressão – A festa pela queda da Selic e o consenso de que são necessárias novas medidas também é partilhado pelas centrais sindicais – que ontem realizaram protestos em 12 capitais de Estados contra a alta taxa básica de juros – e as próprias entidades empresariais. Em nota oficial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), diz que a decisão do Copom representa um primeiro movimento e “que cortes adicionais na taxa básica de juros deverão ocorrer proximamente”. “Com esse movimento, a política monetária brasileira acompanha os demais países no uso do instrumento monetário de forma ativa no combate à crise”, diz a nota.

Já a A Central Única dos Trabalhadores (CUT), também em nota, considerou pouco a queda de um ponto percentual. Informou, porém, que ela é positiva e disponibilizará mais R$ 15 bilhões para investimentos do governo. “Esperamos que isso represente o início de um processo duradouro pois a redução da taxa básica de juros contribui para o enfrentamento da crise”, afirmou a entidade sindical, no documento.

Para Fiergs, corte é sinal positivo

Porto Alegre – “O Banco Central está dando sinais de uma preocupação maior com o nível de atividade, num momento crítico para a produção e o emprego. Entretanto, para o crédito se tornar acessível de fato, os spreads ainda precisam ser reduzidos”, afirmou ontem o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre. Ele fez o comentário ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que recuou, nesta quarta-feira, a taxa básica de juros, a Selic, de 13,75% para 12,75%.

O presidente da Fiergs lembrou que o desempenho da economia brasileira tem sido fraco nos últimos meses, com queda na produção industrial de 3,18% em novembro e fechamento recorde de 655 mil postos de trabalho em dezembro. “Este deve ser o ano do Banco Central ser mais ousado no corte dos juros e dos governos repensarem estímulos, reduzindo impostos e, principalmente, investindo em infraestrutura, logística, energia e saneamento.”

Fonte:
Agência Estado