Bolsa supera 60 mil pontos pela primeira vez
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) superou hoje 60 mil pontos pela primeira vez, menos de cinco minutos depois da abertura dos negócios do dia. O patamar foi mantido até as 11h. Desde então, passa a variar entre a faixa dos 59 mil e a dos 60 mil.
Às 11h20, o Ibovespa, principal índice de ações do país, operava em alta de 0,36%, aos 59.932 pontos. Mais cedo, chegou a atingir 60.395 (acompanhe aqui os números do mercado financeiro). O dolar caminha em sentido oposto e chegou a atingir o valor mais baixo desde setembro de 2000.
Nos Estados Unidos e na Europa, os principais índices sobem nesta quinta-feira. Na Ásia, as ações do setor financeiro puxaram uma forte alta nas Bolsas de Valores. A de Tóquio avançou 2,4%.
Os investidores têm estado otimistas nos últimos pregões porque acreditam que o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, reduzirá mais a taxa básica de juros.
O motivo da aposta é que algumas pesquisas têm divulgados números negativos sobre a economia americana.
Nesta quinta, o dado negativo foi a revisão do PIB do segundo trimestre. O Departamento de Comércio daquele país informou que o crescimento econômico americano no período foi de 3,8%, e não 4%, como havia sido divulgado um mês antes.
Trata-se de mais uma notícia que pode influenciar o Fed a cortar novamente sua taxa básica de juros. Atualmente em 4,75% ao ano, a taxa sofreu redução de 0,5 ponto percentual na semana passada, surpreendendo a maioria dos analistas.
Desde então, as Bolsas do mundo aceleraram o ritmo de recuperação da crise que se iniciou no final de julho. No Brasil, o mercado de ações bateu recorde nos últimos três pregões e foi o primeiro da América Latina a repor todas as perdas. Nesse aspecto, ficou à frente também dos EUA.
Inflação maior
A alta da Bovespa ocorre apesar de o Banco Central do Brasil ter elevado sua previsão de inflação. A estimativa, que era de uma alta de 3,5% nos preços em 2007, passou para 4%. Os números se referem ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), em que o governo se baseia para definir suas metas anuais de inflação (atualmente de 4,5%).
Além disso, o IGP-M, índice muito usado para corrigir preço de aluguéis, acelerou em setembro, registrando alta de 1,29%.
A perspectiva de inflação normalmente tende a levar bancos centrais a não reduzirem, ou mesmo aumentarem, sua taxa básica de juros.
Fonte:
Uol Economia
(Com informações da Reuters)