BCE volta ao mercado para comprar dívida italiana e espanhola
A autoridade monetária terá dado ordens de compra esta manhã de Obrigações do Tesouro de Espanha e Itália, segundo a Bloomberg que cita três pessoas com conhecimento nas transacções.
A intervenção de hoje não está a ter grande efeito nos juros. A "yield" da dívida espanhola a 10 anos sobe ligeiramente para 5,003% e na Itália o juro para amesma maturidade desce 1 ponto base para 5,01%.
O BCE comprometeu-se a intervir no mercado secundário, de forma a travar o contágio da crise de dívida a países como Espanha, Itália ou França, que já estavam sob os holofotes.
E, de facto, ontem revelou que, na semana que terminou a 12 de Agosto, a autoridade monetária gastou 22 mil milhões de euros na compra de dívida soberana dos países do euro que estão no centro da crise de dívida soberana da Europa.
Este valor semanal é o mais elevado de sempre, superando os 16,5 mil milhões de euros que o BCE tinha gasto na primeira semana deste programa de compra de activos, em Maio do ano passado. Superou também largamente as previsões dos economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um valor na ordem dos 15 mil milhões de euros.
O BCE tem estado activo e continua a tentar aliviar a pressão sobre a Europa, num dia em que se soube que a economia da Zona Euro travou. Em destaque está a economia da Alemanha que, no segundo trimestre, cresceu 0,1%, quando se esperava uma expansão de 0,5%.
E a autoridade monetária tem conseguido aliviar a pressão no mercado secundário. Hoje, os juros da dívida da maioria dos países europeus estão pouco alterados, mas, ainda assim com uma tendência de ganhos.
Fonte:
Negócios Online