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Anatel permite entrada de Telefônica no capital da Telecom Italia com restrições

Agência determina 28 restrições para que operadoras que pertencem aos dois grupos e atuam no Brasil (Vivo e TIM) continuem a agir como concorrentes.

A compra da holding Olimpia, maior acionista da Telecom Italia, por um consórcio do qual participa o grupo espanhol Telefónica, foi aprovada há pouco pelo conselho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com restrições.

O mercado internacional aguardava a decisão porque o acordo, firmado com a Pirelli no final de abril, impunha como condição para a venda a aprovação do órgão regulador brasileiro, já que, aqui, a Telefónica é sócia de 50% do capital da Vivo, maior operadora de celular do País, enquanto a Telecom Italia controla a TIM, segunda maior.

A Anatel quer que as operadoras garantam que continuarão, no Brasil, a atuar como concorrentes, segundo informações divulgadas hoje (23/10). Por isso, impôs uma série de 28 restrições, entre as quais impedimento de que a Telefónica indique executivos para a direção ou o conselho de administração da TIM no País e também a proibição de que o grupo espanhol participe de decisões estratégicas da operadora de celular.

Além da Telefónica, única estrangeira no grupo, fazem parte do consórcio, batizado de Telco, alguns bancos italianos e a Benetton. Segundo o comunicado distribuído pela Pirelli na data, o preço provisório da venda foi de 4,1 bilhões de euros.

O preço definitivo vai ser determinado pela diferença entre o valor das 2,407 bilhões de ações da Telecom Italia que hoje pertencem à Olimpia, ao valor de 2,82 euros por ação, e a dívida líquida da Olimpia calculada na data de fechamento de negócio, incluindo 337 milhões de euros de dividendos.

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Além da Telefónica, que detém 42,3% do capital, o consórcio Telco é composto pela Assicurazioni Generali, com 28,1%, Intesa Sanpaolo, com 10,6%, Mediobanca, com outros 10,6% e Sintonia (Grupo Benetton), com 8,4%.

Procurada, a Telefônica no Brasil informou, através de sua assessoria de imprensa, que não iria se pronunciar sobre a decisão, já que o assunto envolve a sua matriz na Espanha e, por isso, ela é quem deve se pronunciar.

Fonte:
Computerworld