Gastos de turistas brasileiros no exterior foram os que mais cresceram em 2010
Os gastos dos turistas brasileiros no exterior foram os que mais cresceram em 2010, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela OMT (Organização Mundial do Turismo, na sigla em inglês). A expansão foi de 52% em relação a 2009.
Os dados corroboram o resultado recorde apresentado no mês passado pelo Banco Central, relativos ao acumulado entre janeiro e novembro: os gastos no período ficaram em R$ 24,9 bilhões (US$ 14,67 bilhões), contra R$ 16,43 bilhões (R$ 9,68 bilhões) no mesmo período de 2009.
Trata-se do maior valor desde o início da série histórica do BC, iniciada em 1947. O valor também representa um aumento de 51,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O total do ano passado ainda não foi divulgado.
As receitas deixadas por estrangeiros em viagem no Brasil chegaram a R$ 948 milhões (US$ 560 milhões) em novembro. Nos 11 meses do ano, essas receitas somaram R$ 9 bilhões (US$ 5,3 bilhões).
Logo atrás do Brasil ficaram Arábia Saudita (28%), Rússia (26%) e China (17%), segundo a organização.
O crescimento mundial do setor de turismo em 2010 foi de 6,7% – não só compensando a queda de 4% vista em 2009 como superando em 2,5% o nível máximo anterior à crise.
O secretário-geral da OMT, Taleb Rifai, disse que a recuperação reflete a situação econômica global e dominará 2011, mas o ritmo será mais lento – de entre 4% e 5%.
– Agora o desafio será consolidar este crescimento nos próximos anos em meio a um incerto entorno econômico mundial.
Dólar baixo
O dólar caiu para R$ 1,65 no último dia 3 (o primeiro de negociações de 2011) e continua abaixo de R$ 1,70, apesar das medidas do Banco Central para segurar o recuo da moeda. A preocupação do governo com a valorização do real frente ao dólar se dá pelo seguinte: com o real valorizado – e, portanto, o dólar barato -, os produtos brasileiros perdem a competitividade no mercado internacional – ou seja, ficam mais caros que os produtos similares vendidos por outros países.
Isso é ruim no curto prazo, porque leva a uma queda de empregos na indústria exportadora, e no longo prazo, porque o Brasil perde mercados que levou anos para conquistar. Outro problema é que os produtos importados ficam mais baratos para os brasileiros, e com isso, invadem as prateleiras. A indústria brasileira é novamente afetada, pois os produtos brasileiros perdem competitividade também aqui dentro.
A vantagem é que, baixa como está, a cotação da moeda americana abre a janela para que consumidores tenham acesso a produtos que nunca imaginaram ver em suas casas e para viagens que nem imaginavam conseguir fazer. Valéria Pereira, da agência de viagens Rede G, disse ao R7 que, de um ano para cá, a procura dos brasileiros por viagens para o exterior cresceu cerca de 25%. Os principais destinos são Estados Unidos (Miami, Orlando, Nova York), Europa (França, Portugal e Itália) e Argentina.
Fonte:
R7
Efe