As projeções para a economia global divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional nesta terça-feira não foram alvissareiras para o Brasil, que deve ter retração de 3% e inflação de 8,9% em 2015. Mas as previsões mostram uma outra derrota: em algum momento entre o fim de 2015 e o início de 2016, o país deve cair de sétimo para nono no ranking das maiores economias do planeta, segundo o FMI.

Ao prever retração de 3% para o produto interno bruto brasileiro neste ano e de 1% para o próximo, o Fundo estima que o país encerrará 2015 com PIB de 1,8 trilhão de dólares. O número é menor que os 2,2 trilhões de dólares previstos para a Índia - que, com isso, passaria a ser a sétima maior economia mundial - e iguala a projeção do FMI para o PIB italiano.

Brasil e Itália devem ter PIB de 1,8 trilhão de dólares neste ano, com a diferença de que a economia brasileira deve encolher em 2015 e 2016, e a italiana, ter leve crescimento. A previsão do FMI para a Itália é de crescimento de 0,8% neste ano e 1,3% no próximo. Para 2016, a previsão é de PIB de 2,4 trilhões de dólares para a Índia, 1,9 trilhão na Itália e 1,7 trilhão no Brasil.

A redução da atividade econômica brasileira é uma das razões para a queda do país no ranking das maiores economias do mundo, mas não é a única - e, possivelmente, nem a principal. Como as projeções do FMI são feitas em dólar, o desempenho dos países reflete também a variação de suas moedas. Com o real acumulando desvalorização de quase 45% neste ano, o PIB brasileiro, em dólares, fica bem menor. Foi a mesma soma de fatores - crescimento e variação cambial - que, em 2011, fez o Brasil aparecer como sexta maior economia do planeta, à frente do Reino Unido.

Segundo o FMI, as dez maiores economias do mundo em 2016 serão, pela ordem, Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Índia, Itália, Brasil e Canadá.

 

Fonte: Veja.abril.com