Após atingir a sua maior cotação desde a implementação do Plano Real, o dólar abriu em queda nesta quarta-feira, mas logo inverteu a sua trajetória e voltou a subir. Por volta das 10h20, a moeda americana valorizava a 0,69%, a 4,08 reais. Se fechar o dia em alta, será o quinto pregão seguido de aumento. O mercado digere nesta manhã a notícia de que 26 dos 32 vetos da presidente Dilma Rousseff a itens da chamada "pauta-bomba", que tem o potencial de piorar ainda mais o quadro fiscal do país, foram mantidos pelo Congresso. Apesar da vitória parcial do governo, ainda falta apreciar o veto a um dos pontos mais controversos da pauta, o do reajuste do salário de até 78,5% dos servidores do Poder Judiciário.

Os investidores também estão de olho nos movimentos das agências de classificação de risco Moody's e Fitch - impera a preocupação de que as duas agências acompanhem a avaliação da S&P, que tirou o selo de bom pagador do país em 10 de setembro. Na terça, a Moody's afirmou que a situação do país não se assemelha a de países que perderam o grau de investimento nos últimos anos. Já uma equipe da Fitch se reuniu ontem com representantes do governo para avaliar o desempenho da economia brasileira.

Ao ultrapassar a casa dos 4 reais, o dólar superou o recorde alcançado no dia 10 de outubro de 2002, quando a moeda fechou a 3,99 reais. Na época, a valorização da divisa foi impulsionada pelas incertezas sobre os destinos do país com a possível eleição do então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), naquele momento ainda uma incógnita para o mercado financeiro.

Fonte: veja.abril.com