Os efeitos da crise econômica: de um ano para cá, quase 300 mil pessoas perderam o emprego em seis regiões metropolitanas do país, de acordo com o IBGE. As demissões, que antes se concentravam mais na indústria e na construção, agora já dão as caras até no comércio. A taxa de desemprego no Brasil continua subindo e frustrando quem espera ver uma economia sólida e avançando no país. Em dezembro estava baixinha, 4,3%. De lá pra cá, é só notícia ruim. Em janeiro, 5,3%, em fevereiro, 5,9%. Depois 6,2%, 6,4%, 6,7% e em junho 6,9%. No mesmo mês do ano passado estava em 4,8%. Se a gente voltar mais no tempo, a velocidade da piora atual fica mais evidente ainda.

Um gráfico mostra a taxa desde 2009. Em março daquele ano o desemprego chegou a 9%. Melhorou muito de lá pra cá. Mas em seis meses a gente andou para trás. E rápido. Ou seja, em termos da taxa de desemprego, voltamos cinco anos no tempo. Analisando os dados por setores, na comparação com junho do ano passado, o comércio demitiu 95 mil pessoas. A construção, 88 mil. Na indústria 20 mil foram para rua. O grupo educação, saúde e administração pública foi o que mais contratou no período: 66 mil. O desemprego em alta ajuda a deixar mais turva a imagem que o brasileiro tem a respeito do país e da economia. Uma pesquisa do instituto americano Pew Research revelou que 87% dos brasileiros dizem que a situação econômica do país é ruim. De 40 países, o pessimismo só é maior na Itália, no Líbano e na Ucrânia.

Fonte:  G1 Globo