Um estudo feito em 14 capitais brasileiras pela Organização Não Governamental (ONG) Endeavor identificou que a capital do estado de Santa Catarina, Florianópolis, reúne as melhores condições para novos empreendimentos com elevado grau de formação universitária, fluidez do trânsito e boa qualidade de vida, além de impostos baratos.

Trata-se do Índice de Cidades Empreendedoras 2014 (ICE) calculado com base em 55 indicadores extraídos de dados estatísticos oficiais agrupados em sete quesitos: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura. 

O levantamento concentrou-se em cidades com regiões metropolitanas onde há pelo menos 1% de empresas de alto crescimento. As empresas foram escolhidas conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A pesquisa apresentou os seguintes índices:  Florianópolis recebeu ICE de 7,53%, seguida por São Paulo (7,46%) ,Vitória (7,16%), Curitiba (6,96%), Brasília (6,33%), Belo Horizonte (6,15%), Porto Alegre (5,94%), Goiânia (5,91%), Rio de Janeiro (5,86%), Manaus (5,33%), Belém (5,24%), Recife (4,83%), Fortaleza (4,77%) e Salvador (4,53%).

“O grande objetivo do índice é criar um mecanismo para que a sociedade possa cobrar de cada prefeito, mudanças no ambiente que permitem efetivar os melhores negócios no Brasil”, explicou Juliano Seabra, diretor da ONG.

De acordo com o estudo, em todo o país menos de 1% das empresas são de alto crescimento, somando 35 mil empreendimentos onde são gerados metade dos novos postos de trabalho a cada ano. “Nosso sonho é que elas sejam 100 mil até 2030”, aponta o relatório.

Na apresentação da primeira edição esteve presente o prefeito Fernando Hadad. Ele observou que a cidade de São Paulo tem dificuldades para reduzir impostos como atratividade, porque isso comprometeria a folha de pagamento e poderia trazer impacto sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele  fez uma avaliação positiva de medidas que podem facilitar novos empreendimentos como a maior rapidez na aprovação de projetos arquitetônicos que podem levar apenas 90 dias.

 

Fonte:
Jornal do Brasil