São Paulo - O fluxo global de Investimento Estrangeiro Direto (IED) caiu 18% em 2012, para US$ 1,351 trilhão, de um volume de US$ 1,651 trilhão registrado em 2011, segundo o World Investment Report 2013, publicação anual da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) lançada nesta quarta-feira, 26, no país pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet).


A publicação apresentou os últimos dados disponíveis de IED no mundo e as perspectivas para os próximos anos. Além disso, o estudo da Unctad traz neste ano a temática "Cadeias de Valor Global - Investimento e Comércio para o Desenvolvimento".

Quanto à redução do fluxo global do IED, foi a primeira vez após três anos ininterruptos de crescimento que a circulação desse investimento no mundo recuou. De acordo com o presidente da Sobeet, Luís Afonso Lima, o volume de IED apurado no mundo no ano passado é o menor desde o período pré-crise, em 2007, quando o fluxo de investimentos havia sido de US$ 1,473 trilhão.

De acordo com o estudo, as economias em desenvolvimento superam as economias desenvolvidas como receptoras de IED. E o Brasil aumentou sua participação nos ingressos globais de IED, saltando de 1,7% em 2007 para 4,8% no ano passado.

"Os Brics seguem como destino cada vez mais preferencial de investimentos estrangeiros", afirma o World Investment Report 2013. A participação dos Brics nos fluxos globais de IED passou de 10% em 2007 para 19,5% no ano passado.

Economias em desenvolvimento

As economias em desenvolvimento já são fonte de 30,8% de todo o fluxo global de IED. O Brasil, no entanto, foi exceção nesse movimento de avanço do investimento no exterior por economias em desenvolvimento. Isso porque as empresas brasileiras reduziram seus investimentos em US$ 3 bilhões no exterior em 2012 frente a 2011. Desde 2009, os investimentos brasileiros diretos encontram-se estagnados.

De acordo com a Unctad, a percepção do clima de investimentos apresenta melhora para 2014 e 2015, condicionada à evolução da economia nos Brics e nos Estados Unidos. A entidade prevê fluxo global de IED de US$ 1,45 trilhão em 2013, próximo da média alcançada no período pré-crise. Ainda de acordo com o documento, o fluxo global de IDE pode crescer para US$ 1,6 trilhão em 2014 e para US$ 1,8 trilhão em 2015.

 

Fonte:

Exame