A classe C vai responder por 30% do consumo total de alimentos no Brasil em 2011, estimado em R$ 2,3 bilhões. A informação consta de pesquisa divulgada nesta quinta-feira (8) pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e realizada pela Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas).

Segundo a presidente da CNA, Kátia Abreu, os dados da pesquisa vão permitir a elaboração tanto de um planejamento geral quanto de um específico para a produção agropecuária, considerando, sobretudo, as preferências da classe C. Essa camada de renda representa 55% da população do País.

Classe C domina
Kátia entende que é necessário conhecer os gostos dessa população, para que seja possível fazer uma agropecuária minimamente planejada. Vale destacar que a pesquisa ouviu 2 mil pessoas de todos os estados brasileiros.

Uma vez que o potencial de consumo da classe C é muito superior aos das classes A e B, as políticas públicas precisam ser elaboradas para fortalecer justamente a classe C, analisa Kátia. As classes de renda mais alta, apesar de ter renda, não conseguem consumir o que já consomem. Entre as classes C e D o consumo já está estagnado.

Kátia acredita que o consumo da classe C ainda tem muito potencial de crescimento. A maior parte da produção agropecuária brasileira (70%) é consumida no mercado interno, e a classe C consome apenas 30% dessa produção.

Classe média urbana versus rural
A pesquisa divulgada nesta data ainda mostrou que há diferenças entre as classes médias da zona rural e da zona urbana. Entre as conclusões, nota-se que a classe C rural não está no mesmo nível de ascensão que a urbana.

Analisando este quadro, Kátia pontuou que é preciso adotar instrumentos emergenciais, a exemplo de uma nova política que será implantada pelo governo a partir do ano que vem, com o objetivo de garantir renda, fortalecendo e ampliando a classe C rural.

O sistema produtivo das regiões, sobretudo daquelas que ainda não encontraram seu potencial produtivo, também deve ser foco das políticas, explica a senadora Kátia. “Nós temos ainda algumas regiões perdidas, que não encontraram seu negócio certo. E para que nós possamos ter um aprofundamento melhor e maior das terras do Brasil, nós precisamos equiparar minimante essas regiões”, finaliza.

 

Fonte:
Info Money