O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, manifestou nesta quinta seu apoio ao premiê italiano, Mario Monti, e à Itália “pelo esforço em curso” com relação à economia.

Ele afirmou que os Estados Unidos acreditam na “possibilidade de que a Itália possa voltar a crescer no futuro não só na Europa mas no resto do mundo”.

Geithner, que teve a reunião com o chefe de Governo italiano em Milão, no primeiro dia da cúpula da União Europeia (UE) sobre as medidas para tirar o bloco da crise econômica, observou que, “além das manobras da Espanha e da Itália, os líderes da UE estão se movendo para criar uma integração fiscal europeia posterior”.

O secretário financeiro norte-americano disse que conversou com Monti sobre formas de “reforçar os mecanismos do ‘firewall‘ financeiro”. “São desafios, será preciso tempo, mas estamos diante dos progressos das últimas semanas”, acrescentou.

Segundo o premiê italiano, além da questão da proteção financeira do bloco europeu, ele também conversou com Geithner sobre “os passos para uma união fiscal mais estreita, com eventual modificação do tratado da UE”, medida recomendada pelo Conselho Europeu.

Após o encontro, o líder italiano também afirmou que apresentou ao secretário norte-americano “os esforços que a União Europeia e a Itália estão fazendo”.

–Aprofundamos o tema das reformas e o decreto aprovado pelo Conselho de Ministros, que esperamos que possa se tornar logo em lei–, atestou Monti, em referência ao novo pacote de austeridade anunciado no último domingo de 30 bilhões de euros.

Os dois também acertaram uma visita do primeiro-ministro da Itália aos Estados Unidos “no mês de janeiro, em uma data a definir”.

Monti participa hoje e amanhã, em Bruxelas, da cúpula da UE, da qual se espera que saiam respostas para evitar uma quebra do euro e do bloco econômico.

O chanceler italiano, Giulio Terzi, que já se encontra na capital da Bélgica, declarou hoje que a Itália realizou um “esforço gigantesco” pela “estabilidade” econômica da zona do euro e espera “que outros países” deem “um passo igual”.

 

 

Fonte:
Correio do Brasil