Brasília, 11 mai (Prensa Latina) O governo brasileiro expressou hoje preocupação pela proposta da Comissão Europeia para modificar o Sistema Geral de Preferências (SGP) tarifarias, a ser aplicado a partir de janeiro de 2014.

  Uma nota de imprensa distribuída pelo Ministério de Relações Exteriores indica que o projeto prevê que os países classificados pelo Banco Mundial nos últimos três anos como de renda alta ou renda média-alta não podem se beneficiar mais das preferências comerciais concedidas ao amparo do SGP.

Com esse critério, aponta, Brasil e vários outros países seriam excluídos desse regime, o qual pode provocar uma concentração ainda maior dos bens primários nas exportações brasileiras à União Europeia na medida em que os bens de maior valor agregado representam a maioria dos produtos favorecidos.

A chancelaria brasileira destaca que além de contribuir com a geração de empregos, as preferências desse sistema são relevantes para os investimentos europeus no Brasil em diferentes setores.

A participação desta imensa nação sul-americana no SGP assegura diversidade de fontes de provisão para a União Europeia e uma eventual exclusão deste país levaria ao aumento dos custos para produtores e consumidores europeus.

"O governo brasileiro continuará examinando os envolvimentos econômicos, comerciais e jurídicas da proposta e seguirá mantendo contatos com as autoridades europeias ao respeito deste assunto", conclui a informação oficial.

Fonte:
Prensa Latina