PIB do país desabou 2,4% ano passado. Tombo é puxado por queda no consumo

Apesar de ter crescido, a uma taxa anualizada de 5,6% no quarto trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos amargou uma retração de 2,4%, em 2009. Foi a maior recessão enfrentada pelo país nos últimos 64 anos. Os números foram divulgados pelo Departamento do Comércio norte-americano. Em 2008, os EUA já tinham crescido apenas 0,1%.

O número relativo ao quarto trimestre é fruto de uma revisão feita pelo Departamento do Comércio, que, um mês antes, divulgara que o crescimento daquele período, se anualizado, chegaria a 5,9%.

A queda registrada na revisão deveu-se, centralmente, à baixa dos gastos com consumo - que, antes da crise, respondiam por dois terços do PIB - e do investimento das empresas, o que mostra a resistência das companhias em ampliarem sua produção.

Os gastos com consumo subiram 1,6% no quarto trimestre, dado revisado para baixo contra a estimativa anterior de mais 1,7%. Os investimentos das empresas também foram revisados para alta de 5,3%, contra 6,5% estimados anteriormente.

As exportações e as importações subiram. As exportações dos EUA cresceram 22,8% no quarto trimestre e as importações, 15,8%.

A diferença é fruto da baixa atividade econômica do país e dos efeitos da política de desvalorização do dólar, que barateia as mercadorias e serviços dos EUA no resto do mundo, ao mesmo tempo que serve de barreira às importações.

Já o setor imobiliário ofereceu pequena contribuição para o PIB. Os investimentos residenciais fixos subiram 3,8% no quarto trimestre. O avanço no quarto trimestre de 2009 deveu-se à desaceleração na liquidação dos estoques: US$ 19,7 bilhões, após US$ 139,2 bilhões no terceiro trimestre e de US$ 160,2 bilhões no segundo trimestre.

Fonte:
Monitor Mercantil