A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta quarta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e realizada em conjunto com a Fundação Seade, aponta que a taxa de desocupação nas seis regiões metropolitanas do País pesquisadas passou de 13,9% em fevereiro para 15,1% em março - o maior índice para o mês desde o início da série histórica do indicador, em 1985. Em março de 2008 o desemprego nas mesmas regiões estava em 15%.

Com o resultado, o contingente de desempregados nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Distrito Federal (Brasília), Porto Alegre, Salvador, Recife e São Paulo passou para 3,01 milhões no mês passado, um aumento de 254 mil pessoas na comparação com fevereiro.

Por setores, o que mais eliminou vagas foi o comércio, com 145 mil postos de trabalho a menos (redução de 5,1% no estoque total), seguido pela indústria, com o corte de 30 mil postos (redução de 1,2%) e o que menos teve redução no nível de emprego foi o de serviços, com a perda de apenas 6 mil vagas (redução de 0,1% no estoque total).

Na contramão, de acordo com o levantamento, houve geração de emprego nos setor da construção civil, com a abertura de 15 mil vagas (1,5% de alta no estoque total).

Segundo a PED, o nível de ocupação diminuiu em praticamente todas as capitais. A menor redução, considera como quase estabilidade pelo Dieese, ocorreu em Porto Alegre (queda de 0,2 ponto percentual). As demais capitais tiveram os seguintes resultados: Belo Horizonte (queda de 0,6 ponto percentual), Distrito Federal e Salvador (queda de 0,6 ponto percentual) e Recife e São Paulo (queda de 1 ponto percentual).

No caso da maior região metropolitana do País, o desemprego passou de 12,3%, em fevereiro, para 14,2% em março, considerando apenas o município de São Paulo; de 12,3% para 13,6%, considerando o Grande ABC, e de 15% para 15,7%, nos demais municípios da região.

De acordo com dados de fevereiro, na comparação com janeiro, o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados e assalariados teve aumento de 1%. Com o avanço, o salário médio real passou para R$ 1.208, no caso dos ocupados, e para R$ 1.271, no caso dos assalariados.

Fonte:
Terra
Vagner Magalhães