EXAME - Comunicação Corporativa

Segundo dados, produção de vinhos cresce 169% no Brasil

Por Dino - 10 Jan 2018, 12h34

O ano de 2017 ficou marcado na história da indústria vitivinícola, já que esse foi, dentro de 50 anos, o que apresentou a menor produção mundial da bebida.
Porém, mesmo assim, o Brasil se mostrou em franca ascensão, já que a produção de vinhos nacionais cresceu 169% com relação ao ano anterior. Os dados são da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).
Esses números fazem com que o Brasil ocupe a 14ª posição no ranking de maiores produtores do mundo. O cenário é contrário quando se olha para os três principais produtores mundiais (Itália, França e Espanha): todos apresentaram uma queda na produção da bebida.

Por que a produção de vinhos brasileiros cresceu tanto
Na opinião de Dirceu Scottá, presidente do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), esse crescimento tão grande aconteceu por dois motivos: a quebra que ocorreu na safra de 2016 e as ótimas condições climáticas às quais o país esteve submetido nesse ano.
Ainda na opinião do profissional, o volume da safra de 2017 foi surpreendente, mas isso aconteceu em decorrência das condições climáticas altamente favoráveis, que influenciam diretamente na produção das uvas, que são bastante sensíveis ao clima.

O que se espera para o mercado vitivinícola brasileiro
As expectativas são que os comerciantes deem um foco cada vez maior nos vinhos brasileiros e valorizem os seus rótulos. O país vem passando por uma transformação quanto à produção de vinhos, que está sendo adaptada de acordo com o local de plantio e cultivo das uvas, o que por sua vez resulta em espécies diferenciadas em cada região.
O Rio Grande do Sul, responsável pela produção de 90% dos vinhos de todo o Brasil, produziu mais de 485 milhões de litros apenas em 2017. Dirceu aponta que, de modo geral, as variedades colhidas mais tardiamente foram favorecidas, e as regiões produtoras de vinho que ficam em lugares mais altos também foram beneficiadas.
Ainda de acordo com a opinião de Scottá, um desafio bem grande para o mercado são os impostos cobrados nesses produtos nacionais. Alguns deles são o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados, de 10% sobre o valor de cada venda), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ST (Substituição Tributária).

Expectativas para o ano de 2018
Mesmo assim, as expectativas são positivas para 2018. Todo o volume produzido em 2017 ajudou a equilibrar os estoques de vinho, ainda mais no que se trata dos vinhos de mesa e sucos integrais, que não estavam presentes em grande quantidade em 2016.

Espera-se que 2018 se inicie com 281,3 milhões de litros em estoque, quantidade 220% maior do que a que estava disponível em 2017, que era de 127,7 milhões de litros. Esse pensamento é de Oscar Ló, presidente da Fecovinho/RS (Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul) e também vice-presidente do Ibravin.
Com tudo isso, não faltam opções de vinhos maravilhosos para oferecer aos consumidores, de modo a potencializar o mercado nacional.

Ainda assim, existem aquelas pessoas que preferem o vinho de Portugal, dado o seu reconhecimento internacional, graças à alta qualidade do produto. Para quem quiser saber mais informações sobre o vinho português, basta acessar o blog da Eno Gourmet Premium, com conteúdos especializados e altamente relevantes aos amantes desses vinhos.

Fonte: https://exame.abril.com.br/negocios/dino/segundo-dados-producao-de-vinhos-cresce-169-no-brasil/