Índice ficou em 11,9% em 2015, apontou Istat

10 MARÇO, 07:37•ROMA•ZGT
(ANSA) - Pela primeira vez em sete anos, a taxa de desemprego na Itália apresentou queda e fechou o ano de 2015 em 11,9%, revelou o Instituto de Estatísticas Italiano (Istat) nesta quinta-feira (10).
    
O número apresentou grande diminuição em relação ao ano anterior, quando fechou em 12,7%. De acordo com o Istat, houve ainda uma retração de "maneira significativa" no número de desempregados no país: redução de 203 mil, equivalente a 6,3%.
Apesar de ainda estar muito alta, a taxa de desocupação entre os jovens de 15 a 24 anos também apresentou uma queda de 2,4% e fechou o ano em 40,3% - a primeira redução desde 2007.
    
O relatório da entidade ainda mostrou que houve um crescimento no número de pessoas empregadas, que levaram o índice de ocupação a 56,3%, uma alta de 0,6% na comparação com 2014. O Istat ainda apresentou os dados do último trimestre de 2015, onde o desemprego ficou em 11,5% (dados dessazonalizados). O índice ficou estável em relação ao terceiro trimestre (revisto para baixo e fechado em 11,5%) e apresentou uma queda de 1,3% na comparação com o mesmo período do ano interior. Já entre os jovens, os últimos três meses do ano apresentaram uma taxa de 40% de desemprego, uma forte queda de 3,3% na comparação com o quarto trimestre de 2014.
O motivo para a retomada na geração de empregos pode ser explicado pela assinatura do "Ato Trabalhista" ("Jobs Act"), proposto pelo governo de Matteo Renzi e em vigor há um ano.
    
A nova lei flexibiliza as regras para demissões sem justa causa e acaba com a reintegração de funcionários mandados embora sem motivo justificado. Até então, italianos demitidos sem justa causa ganhavam na justiça o direito de serem recontratados nas mesmas condições de antes, além de ganharem um ressarcimento.
Com isso, as empresas acabaram se sentindo mais estimuladas a fazerem contratos sem duração determinada ao invés dos temporários, refúgio muito utilizado por empresários para evitar os processos, e começaram a gerar melhores índices de emprego.
    
Em 2015, a Itália saiu da recessão que enfrentou nos últimos sete anos e começa a registrar bons índices em sua economia.
(ANSA)

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